Viciado em açúcar? E agora? Parte 1

Responda rápido: você é uma dessas pessoas que quando abre um pacote de biscoito, come o pacote todo? Ou quando alguém lhe oferece um bombom, você tem vontade de comer a caixa inteira? E, se tiver chance, vai dar um jeitinho de comer mais bombons dessa caixa, só que escondido? Já saiu noite afora desesperado atrás de uma barra de chocolate? Tem o costume de assaltar a geladeira de madrugada? Se esse é o seu caso, tudo leva a crer que você goste de doces mais do que deveria. Em outras palavras, você pode estar viciado em açúcar. Mas, não se assuste, porque você não é o único.

Você tem o hábito de comer doces escondido? Fique atento! Talvez você esteja adicto ao açúcar!

Você tem o hábito de comer doces escondido? Fique atento! Talvez você esteja adicto ao açúcar!

Vício não é falha de caráter!

Antigamente, o tabu em relação aos vícios era muito maior do que nos dias de hoje. As pessoas comentavam sobre o assunto de forma velada e, se havia alguém com problema de vício na família, o assunto era cuidadosamente trancado a sete chaves. Tudo isso, porque os vícios eram considerados falha de caráter. Hoje em dia, com a expansão da nossa compreensão sobre as coisas, esse entendimento mudou, felizmente e, os vícios passaram a ser vistos como desequilíbrios multifacetados, que envolvem aspectos orgânicos, emocionais, mentais e comportamentais da pessoa. Com o açúcar, considerado o pai de todos os vícios, isso não é diferente.

Estar dependente de uma substância não é falha de caráter nem tampouco fraqueza! É um distúrbio com componentes genéticos, físicos, emocionais e mentais.

Estar dependente de uma substância não é falha de caráter nem tampouco fraqueza! É um distúrbio com componentes genéticos, físicos, emocionais e mentais.

No caso do alcoolismo e dos narcóticos, por exemplo, por incrível que pareça, a recuperação é menos complexa. Em primeiro lugar, porque são todas substâncias ilícitas. Em segundo lugar, porque a abstinência de tais substâncias não afeta uma das necessidades  básicas do ser humano: a alimentação.

O mesmo já não acontece com o açúcar, cujo consumo é lícito, que está presente na maioria dos produtos industrializados,  que são o carro-chefe da nossa alimentação moderna. Isso sem dizer que, no caso do açúcar, há algo mais: existe todo um esquema de incentivo social ao seu consumo. Como assim?

Em geral, os alimentos industrializados contêm muito açúcar!

Em geral, os alimentos industrializados contêm muito açúcar!

Veja: a indústria alimentícia, que adiciona o açúcar à grande maioria dos seus produtos, gasta fortunas com anúncios pra lá de apelativos, que nos bombardeiam de todas as maneiras, para tornar, aos nossos olhos de meros mortais, o consumo desse vilão dissimulado absolutamente irresistível. No seu livro “Sem açúcar com afeto”, Sonia Hirsch diz que quando nos tornamos dependentes do açúcar e, adoecemos por causa disso, nos tornamos automaticamente sócios de carteirinha da indústria médico-hospitalar-farmacêutica. O que vocês acham? Faz sentido, não faz?

 Mas, por que o açúcar refinado vicia?

O vício pelo açúcar pode levar a pessoa ao transtorno conhecido como compulsão alimentar.

O vício pelo açúcar pode levar a pessoa ao transtorno conhecido como compulsão alimentar.

Bem, uma coisa vicia quando ela produz: dependência física, tolerância à substância, necessidade irresistível, desejo continuado, psicotoxidez e psicose na abstinência. O consumo exagerado e continuado do açúcar provoca tudo isso.

Mas, vamos investigar melhor. Por que uma pessoa se torna dependente do açúcar? Vamos analisar a forma como o açúcar é feito. Primeiramente, o suco é extraído da cana de açúcar ou da beterraba. Este líquido é transformado em melado, que é centrifugado para cristalizar. Em seguida, esse açúcar cristalizado  passa por um processo de clareamento, onde são utilizados, entre outros agentes químicos, o cal de parede, o carbono ativado, o enxofre e a soda cáustica.

No processo de refinamento do açúcar, ele passa por um clareamento, onde se utiliza, entre outros agentes químicos, a cal de parede e o enxofre!

No processo de refinamento do açúcar, ele passa por um clareamento, onde se utiliza, entre outros agentes químicos, a cal de parede e o enxofre!

O que poderíamos esperar de uma substância que é feita dessa forma? Com licença do trocadilho, é de amargar, não é?

Enfim, o resultado desse refinamento é uma substância altamente tóxica, que acidifica o nosso sangue, nos roubando o cálcio, minerais e vitaminas. Para alguns sortudos de plantão, que são a minoria, o açúcar não vai passar de uma má opção, em termos de alimentação saudável.

Porém, para grande parte da população, que herda uma pré-disposição genética, que é mais ou menos explicado como uma propensão biogenética para a compulsão, aliada a componentes emocionais e, outros fatores como trauma e, situações de profundo estresse, para essas pessoas… o açúcar é uma séria ameaça à saúde. O curioso é que muitas dessas pessoas nem desconfiam que convivem muito de perto, com esse inimigo, que é tão doce quanto traiçoeiro.

sugar addiction # 5

Com o tempo, o consumo exagerado de açúcar e comidas açucaradas, vai sensibilizando o organismo dessas pessoas (que têm essa propensão biogenética), de tal maneira, que, a médio e longo prazo, cria um desequilíbrio metabólico e bioquímico, que faz com que, cada vez mais, elas se sintam compelidas a comerem comidas doces, o que poderá lhes trazer consequências devastadoras.

Aí, vocês vão me perguntar: E agora? O que fazer? Muita calma nessa hora, pessoal! Sair dessa cilada não é tarefa das mais fáceis, pelo contrário! Mas, dá pra melhorar bastante e, se Deus quiser, vamos todos conseguir sair desse doce labirinto. Um dia de cada vez. Venham comigo nessa jornada! A nossa aventura está apenas começando! Fiquem ligados!

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