Os 5 minutos que podem fazer toda a diferença

Parece um grande paradoxo dizer, que há muitas pessoas doentes que resistem fortemente à própria cura. Mas, como assim? Se as doenças causam tanto desconforto, miséria e sofrimento, isso sem falar das imensas fortunas que são gastas por causa delas, como seria possível uma pessoa não querer explorar todos os recursos possíveis e imagináveis até encontrar a sua cura?

Por incrível que pareça, isso, não só é possível, como muito comum,  porque existe uma distância muito grande entre o que nós, seres humanos, pensamos, o que dizemos e, o que sentimos bem lá no fundo. Esse tal “fundo”, denominado pela psicologia de inconsciente, tem razões que a nossa razão, também chamada de consciente, desconhece. O nosso raciocínio lógico e mecanicista simplesmente não alcança.

 

Estou me referindo à auto-sabotagem, aos sentimentos de culpa e não-merecimento, que, infelizmente, assombram a maioria dos doentes, incluindo aqueles que aparentam estar super empenhados nas suas curas.

Há muitas pessoas doentes que se sabotam! Bem lá no fundo, elas não querem se curar!

Há muitas pessoas doentes que se sabotam! Bem lá no fundo, elas não querem se curar!

O dia a dia da minha experiência clínica me mostra isso com muita clareza. Já atendi muitas pessoas que juram de pé junto que o que elas mais querem na vida é se curarem. À medida que vou aprofundando a convivência, elas vão me revelando, através do comportamento e das atitudes, que não é bem assim. Em geral, reclamam muito e, encaram a doença como uma verdadeira maldição.

Uma vez atendi uma jovem senhora que sofria de crises fortíssimas de rinite alérgica. Segundo a metafísica da saúde, uma das causas emocionais, por trás da rinite alérgica, é a culpa. Outra causa é o congestionamento emocional causado por algum tipo de trauma. Além disso, o consumo de leite e derivados é uma das principais causas bioquímicas das doenças das vias respiratórias. Ela me contou que há cinco anos engravidou, mas que tinha perdido a criança, por aborto natural, o que confirmou a causa subjacente da culpa, assim como, do congestionamento emocional devido à perda do bebê.

a pessoa que está com rinite alérgica não deve consumir leite de vaca nem seus derivados

a pessoa que está com rinite alérgica não deve consumir leite de vaca nem seus derivados

Vou reproduzir aqui, parte de um dos nossos diálogos, que foi mais ou menos assim:

(Eu) Terapeuta: A senhora tem de evitar leite e derivados, porque os laticínios provocam inflamação nas vias respiratórias. Leite é um veneno para quem tem rinite.

(Caso grave de rinite alérgica) Cliente: Ah! Mas eu não vou deixar de tomar meu café com leite nem de comer meu queijinho Minas, de jeito nenhum.

(Eu) Terapeuta: Deixa eu lhe perguntar uma coisa: o quanto essa rinite lhe incomoda?

(Caso grave de rinite alérgica) Cliente: Me incomoda muito! Me incomoda até demais! Quando me dá a crise, eu fico tão congestionada, que não posso nem ir trabalhar. Eu perco dias de trabalho, a minha rinite é séria, eu passo muito mal.

(Eu) Terapeuta: Então, todo esse mal estar não lhe faz querer mudar o que é preciso para ficar boa?

(Caso grave de rinite alérgica) Cliente: Ah! Ficar sem meu cafezinho com leite e meu queijo Minas… é ruim, hein! Como é que vou fazer meu strogonoff de domingo sem creme de leite?

(Eu) Terapeuta: A senhora não pode fazer outro prato que não leve laticínio?

(Caso grave de rinite alérgica) Cliente: De jeito nenhum! O meu marido não fica sem o strogonoff de domingo e, fazer strogonoff  sem creme de leite não dá, né?

(Eu) Terapeuta: Por que a senhora não faz a sua comida separadamente? A senhora não poderia experimentar outro prato, que não leve creme de leite, que seja gostoso também?

(Caso grave de rinite alérgica) Cliente: Não, não! O meu marido não vai gostar nada disso! Ele é muito sistemático! Ele é extremamente sistemático! Ele não vai querer que eu faça isso!

(Eu) Terapeuta: Mas, não é a senhora que está doente precisando de tratamento? O seu marido é o seu marido. A senhora é a senhora.

(Caso grave de rinite alérgica) Cliente: Sei lá…eu só sei que eu sofro demais com essa rinite, que só atrapalha a minha vida. É um desespero! Eu perco dias de trabalho, fico toda congestionada…eu sofro muito…é uma loucura! É ruim demais! Estou pensando em fazer uma simpatia, porque o resto já tentei de tudo.

E, ela saiu do consultório reclamando pelos cotovelos, com muita raiva por ter a doença.

Assim como essa senhora, muitos de nós, apesar de sofrermos com os desconfortos que toda doença traz, seja das menos complicadas às mais graves, não entendemos “a missão da doença”, sonhamos com uma solução miraculosa e, continuamos praticamente vivendo a mesma vida, fazendo as mesmas coisas, tendo os mesmos hábitos, nos comportando do mesmo jeito de sempre. Por vezes, fazemos uma mudancinha aqui, outra ali, contudo, na grande maioria dos casos, investimos muito pouco ou quase nada no mergulho transformacional que a nossa alma quer que nós façamos.  Ficamos na superfície, à espera de um milagre.

As doenças são mensageiras da alma, que é a nossa parte sutil, que apesar de não ser percebida pelos nossos cinco sentidos, interage o tempo todo com o corpo, com o qual forma uma unidade indivisível. A alma abriga os nossos sentimentos, as nossas emoções, os nossos pensamentos, assim como os registros de tudo o que nos aconteceu até o momento presente. Nós somos a soma do nosso corpo com a nossa alma. E, isso inclui essa importantíssima, apesar de invisível, bagagem sutil. Quando tudo isso está em equilíbrio, nós temos saúde. Quando não conseguimos “digerir” determinados acontecimentos das nossas vidas, quando sofremos algum tipo de abuso ou trauma e, em razão disso, armazenamos emoções e aprisionamos pensamentos, que nos tiram do equilíbrio, nós ficamos doentes.

A doença vem justamente para sinalizar a necessidade de uma mudança, seja de um padrão de comportamento, seja de uma rotina, seja de hábitos alimentares, seja da forma de interagir com as pessoas que povoam as nossas vidas, seja da forma de ver a vida e, por aí vai. Da mesma forma que levamos tempo para “fazer” a doença, precisamos de tempo para “desfazê-la”.  Não existe pílula mágica.  A cura é um processo profundo e delicado, que exige, em primeiro lugar, entendimento. Em segundo lugar, , no sentido de compreendermos que atrás de tudo existe uma razão, o que nos leva instantaneamente para a aceitação. E, paciência.

O processo da cura nos impele a entrarmos em contato com o que está dentro de nós, com a nossa essência, com o nosso “recheio”. Para nos curarmos, temos de virar escafandristas do nosso oceano interno. É uma viagem para dentro, onde, no processo, vamos reconhecendo cada nó, que fica bem escondidinho lá no fundo da gente. Aí, vamos desfazendo esses nós, um a um, com o amor que vamos cultivando cada vez mais por nós mesmos. Esse amor por nós mesmos serve como um farol para essa expedição ao fundo da nossa alma, que é o que cura a gente de qualquer doença.

Como fazer isso? Meditando, por exemplo. Por induzir a pessoa a um relaxamento profundo do corpo e da mente, a meditação é um instrumento de cura poderoso, justamente, porque conduz o praticante a essa viagem para dentro, que, gradativamente, vai colocando tudo no lugar. Um dia de cada vez.

Existe uma forma de meditar que é muito simples e, ao mesmo tempo,  muito eficiente. Não precisa de nenhum aparato e, você pode fazer sentado, deitado ou até caminhando na natureza. Quer experimentar? Vamos lá: Concentre-se no ar que sai e entra dos seus pulmões por 5 a 10 minutos todos os dias. Só isso.

E, prepare-se para se surpreender.

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