Uma festa diferente

Neste fim de ano quero fazer diferente. Em vez daquela lista enorme de pedidos, resolvi mudar um pouco, começando por agradecer. Já fui dessas que pulava não sei quantas ondas, comia as famosas sementes de romã e, na hora da passagem do ano pedia tanta coisa ao mesmo tempo, que, pensando bem, será que o Universo entendia? Rsrsrs

A gente acaba se acostumando com esse Natal de sufoco, que se instala glorioso nas grandes cidades do mundo inteiro, trazendo aquela correria insana para comprar presentes e um lufa-lufa sem fim, que nos deixa mais estressados do que relaxados. Parece até que as pessoas ficam de repente com a respiração mais curta, já repararam? No final das contas…pra quê?

papai noel resolveu ficar zen

E, se em vez de todo esse quiprocó externo, a gente resolvesse fazer a festa dentro da gente? É isso mesmo! E se a festa for dentro da gente?

Bem, eu começaria agradecendo. Eu agradeceria aos sorrisos recebidos, àquelas palavras que chegaram na hora certa, às parcerias de todos os tipos, a todos os ensinamentos e dicas que me deram, aos favores, pequenos, médios e grandes…

Poxa vida! Quantas vezes um sorriso muda tudo, sempre pra melhor. Um sorriso tem o poder de desanuviar o mais alto grau de tensão. E, o riso, então? Sair por aí dando risada é muito bom. Agora, dar risada com outras pessoas é bom demais. É uma delícia! É um santo remédio!

Ah…eu agradeceria as dificuldades também, apesar de ser difíííííícil… dificílimo! É difícil porque nós humanos Não gostamos nada de sair da nossa zona de conforto. Porém, contudo, todavia, são justamente aqueles problemas espinhosos e aquelas pessoas, digamos, indigestas, que nos ajudam a nos tornarmos pessoas melhores. De alguma forma. E, pensando bem, essas situações e essas pessoas se apresentam, muitas vezes, até de uma forma truculenta, para nos obrigar a passar pelos testes, pelos nossos testes de controle de qualidade. Hummm…

E a tal da felicidade? Essa não pode deixar de fazer parte dessa festa. O mais comum é que esteja atrelada a milhares de condições, do tipo: Eu vou ser feliz quando entrar naquela calça jeans, que está jogada no fundo do meu armário, esperando eu emagrecer. Ou, eu vou ser feliz quando conseguir aquele aumento que o meu chefe está me prometendo há três anos. Ou, eu vou ser muito feliz quando fizer aquele cruzeiro às ilhas gregas. Ou, eu vou ser feliz, quando trocar o meu carro por um zero quilômetro.

Que tal sermos felizes porque estamos vivos fazendo o melhor que podemos? Que tal sermos felizes do jeito que a gente é, do jeito que a gente está? Que tal sermos felizes “por nada” aqui e agora?

Para conseguirmos isso, acho que precisamos, antes de qualquer coisa, de muita aceitação. Não me refiro a conformismo. Aceitação é muito diferente de conformismo. No conformismo, a gente joga a toalha, com as nossas atitudes vazias de comprometimento. Na aceitação, a gente faz a nossa parte e se desapega do resultado final. Porque na vida existe “o elemento surpresa”, o tal do outcome. E, esse a gente não pode controlar, pois pertence ao Grande Mistério que é essa vida.

Se a gente consegue tudo isso de uma tacada só, eu não sei. Para mim, essa aventura está apenas começando. Mas, acho que só a vontade de  empreender esse tipo de jornada, já dá para um começo. Afinal, apenas a jornada nos pertence. Quanto ao destino, aonde vamos parar, isso é da jurisdição do Universo. A boa nova é que nesse nosso trajeto temos o direito de esperar sermos contemplados com maravilhosas surpresas, inimagináveis!  Isso também faz parte do Grande Mistério da vida!

Portanto, desejo que neste Natal vocês façam também essa festa, além da tradicional e, que 2014 venha recheado de surpresas inimaginavelmente maravilhosas!

AHO MITAKUYE OYASSIN

(expressão xamânica que significa: Eu honro a todas as minhas relações!)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TESTE